Em pleno instinto, surgiu-me um poema sem tema
Lapidado em teclas, não de arte da pena
Assinado em dúbio, fiscalizado ao meu modo
Baseado em nada, este tema revogo
Daniel Avelar
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Sopro
Sabe
O sopro só soçobra em gravidade
Sobra
Sobe a soltura em liberdade
Sinta
Aceso cessa sem temeridade
Solto
O sopro desnivela em multidão
E
Se
Esvai
do Céu
ao Chão
Sobe
Sempre saltitante e sossegado
Seca
Dança ao sol e celibata à terra o sal
Sabe
O sopro só soçobra em gravidade
Só
Se estende nivelando a multidão
E
Se
Esvai
no Céu...
sábado, 14 de março de 2009
Estrelar I

Cinema Peneira
Poeiras viajantes de céu
Conversas desbravadas à areia
Cismo nulo, períodos, silêncio
Uma barca do sono, um trilho luzido pela lua
Trilho da morte, risos da sorte, avusso norte
Corpos enraizados em poltronas
Atentos aos espetáculos
Poeiras viajantes de céu
Conversas desbravadas à areia
Cismo nulo, períodos, silêncio
Uma barca do sono, um trilho luzido pela lua
Trilho da morte, risos da sorte, avusso norte
Corpos enraizados em poltronas
Atentos aos espetáculos
Das estrelas que estrelam estrelas
O quarto (despedida omitida)
Quando frente a mim nua estava
Sussurava a lira da despedida
Era dura, dorida, ambigua
Pois no meu romper omitido
Morava a delícia e a ousadia
Vivia um não-questionar de verdade ou fantasia
Sentia-se o peso dos corpos evasivos ao amanhã
E eu sabia que o seu brilho a mim não era mais boreal
Mas não me importava - Qualquer crime é distante de afã
Aproveitava aquele nobre e curto espaço
Que o tempo contribuira em vida
E também fustigava ao raiar d'outro dia
Sussurava a lira da despedida
Era dura, dorida, ambigua
Pois no meu romper omitido
Morava a delícia e a ousadia
Vivia um não-questionar de verdade ou fantasia
Sentia-se o peso dos corpos evasivos ao amanhã
E eu sabia que o seu brilho a mim não era mais boreal
Mas não me importava - Qualquer crime é distante de afã
Aproveitava aquele nobre e curto espaço
Que o tempo contribuira em vida
E também fustigava ao raiar d'outro dia
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Da melodia que fizeste pra mim
Há, não há e está
Aquela prosa de alicerce e um passarinho que cante
Pousa em meu jardim
Venha, lá, pra cá
E tomaremos um café, em seu silêncio estarei
A decifrar a melodia que fizeste pra mim
Hoje me aproveitei da tarde
Para mesclar a canção que fez
Longe agora o canarinho cantará
E a ouvir
Burburinhos femininos - a aflição que se encobre
Na melodia que fizeste pra mim
Daniel Avelar
Aquela prosa de alicerce e um passarinho que cante
Pousa em meu jardim
Venha, lá, pra cá
E tomaremos um café, em seu silêncio estarei
A decifrar a melodia que fizeste pra mim
Hoje me aproveitei da tarde
Para mesclar a canção que fez
Longe agora o canarinho cantará
E a ouvir
Burburinhos femininos - a aflição que se encobre
Na melodia que fizeste pra mim
Daniel Avelar
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Qual via dá direito à incerteza?
Fixa ao que foi certo, de certo cai
Qual plano diz o norte do seu porto?
Quais são os seus amores? Sentes o desgosto
De degustar a saudade liberada
Não há porquê pensar no que é amor ou devaneio
Há um cárcere entre a escolha e o adiamento
Um dia saberá no futuro presente
Do tempo eleito posto a empurrar
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Tic-Toc
O tempo é um clichê que nasce do ócio
Da ansiedade poética
O tempo prova
O tempo chama
O tempo alerta
O tempo é tempo
O tempo é novo
O tempo é velho
O tempo foge
Mas já volta num instante...
O tempo é louco
O tempo é sábio
Pois sabe o quanto não sabe
O tempo organiza
Porém, mais desorganizado que ele não há
O tempo é um juiz
O tempo é um farsante
Que diz muito para não dizer nada
O tempo nunca correu
Só o empurraram...
...O tempo é belo
para aqueles que o desconhecem (Daniel Avelar)
Da ansiedade poética
O tempo prova
O tempo chama
O tempo alerta
O tempo é tempo
O tempo é novo
O tempo é velho
O tempo foge
Mas já volta num instante...
O tempo é louco
O tempo é sábio
Pois sabe o quanto não sabe
O tempo organiza
Porém, mais desorganizado que ele não há
O tempo é um juiz
O tempo é um farsante
Que diz muito para não dizer nada
O tempo nunca correu
Só o empurraram...
...O tempo é belo
para aqueles que o desconhecem (Daniel Avelar)
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