terça-feira, 11 de março de 2008

Sonhos dos Princípios Exasperados

*Obs; Este texto também pode ser encontrado em meu antigo blog - www.danielavelar.blogspot.com


Fez sonhar
Com um céu de estrelas
Tantas a apontar... São tantas coisas
Cartas com sabor, Núvem a contar
Vida de uma lua sem memória

Ao brandir
Um pensamento verdadeiro... Mantém o sonho
Folha de Papel, Música Solar
Traga-nos de volta a nova história

Sonhos
Marcharam prontos para voar
Cantos
Revelam a história solar
Um louco lugar, princípios a exasperar
Tua visão faz a lua brilhar

A canção
Vitória pronta de aceitação... Fez-se memória
Verte teu jardim com o azul estelar
Torna tão real essa constelação

segunda-feira, 10 de março de 2008

Mais um dia

O desenho das formas foi atualizado
A nuvem, sentinela de seus próprios orgulhos,
Entregou-se à gotas
Lutou contra um mar industrial
Aceitou o seu silêncio
Admirou sua diferença
Riu da indiferença
Refez o seu tempo
Dispersou no piso
Enamorou o vento
Pactuou ao céu colossal
E se foi, sumiu...
Novamente, à aceitar o seu silêncio

Breves testemunhos abstratos

O Bêbado

Tal promessa que o juiz lhe destes
Afirma a “liberdade focada em suas preces”
- Faz-me rir santo abatido
Ao que ser livre não se aparta, não suplica
E sim, naturalmente o mundo, lúbrico, lhe aplica
O mundo condenado por tua prática doutrina
Daquela que só condenada, desanima
Omite virtudes do paraíso lúdico
- Pois bem, minha sina de esmolas palpita por outra dose

A Malícia da Lua

Das canções em saudações
Que logrou velho luar
Tampou estrelas

Das canções de corações
Tão próximos de cantar
Varou certezas

De moções de corações
Moções, meu sol departou
Alanceou minha verdade

Mas em uma fuga qualquer de valores
Em uma fuga de corações talhados
Fez-se clarão em seu traço espontâneo
Ah! A malícia da lua conjugal
Imprevisível, óbvio mistério

Na claridade da minha proposta
Eu fiz de tu meu tudo – meu tudo bem

Canção da Vaidade

Ela
Transborda em meus sonhos
Sem eu cansar de pensar –
Ah, se fosse luz – Apagava o sol
Te entrevia suprema
É jus

Por ela
Eu declarava ambíguas canções de sabor -
Pra depois sumir – Vê-la decifrar o nada
Conjugada ao fim
...É jus

Ela
Foi-se embora por tempos e voltou só pra clamar -
Agora és tão mortal, não é mais plano plural
... É jus?

Ah! Ela...
Ela! Ela molesta, ela cura, me joga ao furacão –
Ela é tola paixão – Já nem sei se foi eu ou se fui ela
... É...