quarta-feira, 18 de março de 2009

Sopro

Sabe
O sopro só soçobra em gravidade
Sobra
Sobe a soltura em liberdade
Sinta
Aceso cessa sem temeridade
Solto
O sopro desnivela em multidão

E
Se
Esvai
do Céu
ao Chão

Sobe
Sempre saltitante e sossegado
Seca
Dança ao sol e celibata à terra o sal
Sabe
O sopro só soçobra em gravidade
Se estende nivelando a multidão

E
Se
Esvai
no Céu...

sábado, 14 de março de 2009

Estrelar I




Cinema Peneira
Poeiras viajantes de céu
Conversas desbravadas à areia
Cismo nulo, períodos, silêncio
Uma barca do sono, um trilho luzido pela lua
Trilho da morte, risos da sorte, avusso norte
Corpos enraizados em poltronas
Atentos aos espetáculos
Das estrelas que estrelam estrelas

O quarto (despedida omitida)

Quando frente a mim nua estava
Sussurava a lira da despedida
Era dura, dorida, ambigua
Pois no meu romper omitido
Morava a delícia e a ousadia
Vivia um não-questionar de verdade ou fantasia
Sentia-se o peso dos corpos evasivos ao amanhã
E eu sabia que o seu brilho a mim não era mais boreal
Mas não me importava - Qualquer crime é distante de afã
Aproveitava aquele nobre e curto espaço
Que o tempo contribuira em vida
E também fustigava ao raiar d'outro dia