O tempo é um clichê que nasce do ócio
Da ansiedade poética
O tempo prova
O tempo chama
O tempo alerta
O tempo é tempo
O tempo é novo
O tempo é velho
O tempo foge
Mas já volta num instante...
O tempo é louco
O tempo é sábio
Pois sabe o quanto não sabe
O tempo organiza
Porém, mais desorganizado que ele não há
O tempo é um juiz
O tempo é um farsante
Que diz muito para não dizer nada
O tempo nunca correu
Só o empurraram...
...O tempo é belo
para aqueles que o desconhecem (Daniel Avelar)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Tic-Toc
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Encantamento
Faz tanto tempo luz, já não arrisco pensar
Ví na paisagem criada o gracejo de uma criança
Quis tanto ser tanta coisa por perceber...
Quem pudera sentir o que a lavadeira
Exprimindo em seu canto o rico primor
Em correntes que levam e limpam
Faz do que se usa coisa alva
Quem pudera sentir o que um pescador
Encantado com o mundo a esverdear
Lança a isca, descobre o peixe e o pão
E renova a sua história
Quem pudera um encanto tão pleno ter?
Quem me dera a seiva vital eu ser
À grandeza da árvore: o repouso
Quem pudera?
Quem pudera acordar junto com o sol
Ser o raiar da manhã tocando o solo
Esquentando o chão e ser o espalhar
Do extenso da vida
Quem me dera eu ser um pássaro cantador
Da mútua melodia com os animais
Colorindo onde passa com um só som
Despertando toda a cidade
Quem pudera no ciclo renascer?
Transformando o mundo e todo o ser
À grandeza da árvore: o repouso
Quem pudera?
Daniel Avelar
Ví na paisagem criada o gracejo de uma criança
Quis tanto ser tanta coisa por perceber...
Quem pudera sentir o que a lavadeira
Exprimindo em seu canto o rico primor
Em correntes que levam e limpam
Faz do que se usa coisa alva
Quem pudera sentir o que um pescador
Encantado com o mundo a esverdear
Lança a isca, descobre o peixe e o pão
E renova a sua história
Quem pudera um encanto tão pleno ter?
Quem me dera a seiva vital eu ser
À grandeza da árvore: o repouso
Quem pudera?
Quem pudera acordar junto com o sol
Ser o raiar da manhã tocando o solo
Esquentando o chão e ser o espalhar
Do extenso da vida
Quem me dera eu ser um pássaro cantador
Da mútua melodia com os animais
Colorindo onde passa com um só som
Despertando toda a cidade
Quem pudera no ciclo renascer?
Transformando o mundo e todo o ser
À grandeza da árvore: o repouso
Quem pudera?
Daniel Avelar
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Distância
De Pedro F. Aletto com muito amor para Bruna
Os dias demoram,
As horas não são como antes,
Os pássaros choram,
Porque ainda estamos distântes.
Oh Distância, porque doi tanto
saber que ela não esta ao meu lado?
Eu sei que isso irá acabar
assim que ao meu lado você ficar.
O tempo é nosso amigo,
Brincando com nossa agonia,
Se divertindo com nossa tristeza,
Mas trazendo um futuro certo de alegria.
Juntos ficaremos,
Em um futuro brilhante.
Para assim mostrarmos para todos,
Que nosso amor é mais forte que o diamante
Os dias demoram,
As horas não são como antes,
Os pássaros choram,
Porque ainda estamos distântes.
Oh Distância, porque doi tanto
saber que ela não esta ao meu lado?
Eu sei que isso irá acabar
assim que ao meu lado você ficar.
O tempo é nosso amigo,
Brincando com nossa agonia,
Se divertindo com nossa tristeza,
Mas trazendo um futuro certo de alegria.
Juntos ficaremos,
Em um futuro brilhante.
Para assim mostrarmos para todos,
Que nosso amor é mais forte que o diamante
terça-feira, 12 de agosto de 2008
As Serras
As seqüências onduladas do chão
São um descanso lindo
tão lindo quanto o verde em sua feição
E o par azul marino lhe convém
À sua bailarina
Disfarçada na neblina da moção
E a estrada solidária devastou
Os nomes, os meninos, o verde, verde
Verde a vocação
São um descanso lindo
tão lindo quanto o verde em sua feição
E o par azul marino lhe convém
À sua bailarina
Disfarçada na neblina da moção
E a estrada solidária devastou
Os nomes, os meninos, o verde, verde
Verde a vocação
Da paisagem que dispersou
Um sonho bem vivido, algo nada físico
Dispersou
Enamorar você é flerte ao gozo cálido
À brisa da seqüela que passou
Um sonho bem vivido, algo nada físico
Dispersou
Enamorar você é flerte ao gozo cálido
À brisa da seqüela que passou
Daniel Avelar
sábado, 19 de julho de 2008
Marginal
(Daniel Avelar)
Tenaz menino de ordem marginal
Atuando aos seus desígnios de cargo irreal
De ali a cá em sua sentença de rebelde a rei
Em sã surpresa desnudada da cidade
Se o rumo consentir ao que o tempo descascou
Toda a tinta variada em tenra idade
Guerreiro que relegou a espada a qual o sustentou
Aventureiro que falhou e pôs-se a mendigar
O pitoresco menestrel subitamente se calou
Frente à imagem da amada
Mas em um ato repentino homem-menino se recuperou
Como se fosse sempre assim, criar para não retardar
Artista-menino-bandido-gigante-pequeno
Tenaz menino de ordem marginal
Atuando aos seus desígnios de cargo irreal
De ali a cá em sua sentença de rebelde a rei
Em sã surpresa desnudada da cidade
Se o rumo consentir ao que o tempo descascou
Toda a tinta variada em tenra idade
Guerreiro que relegou a espada a qual o sustentou
Aventureiro que falhou e pôs-se a mendigar
O pitoresco menestrel subitamente se calou
Frente à imagem da amada
Mas em um ato repentino homem-menino se recuperou
Como se fosse sempre assim, criar para não retardar
Artista-menino-bandido-gigante-pequeno
domingo, 11 de maio de 2008
O Pescador
Mesclou os contos, Seu Pescador
Sal e água, sonhos
Pesca serena sem ancorar
Vento, horizonte
Hei da cantiga sem malícia
Só a brisa de um som soprar
De pensamento nem tem notícia
Só há preguiça de aproveitar
Ei Pescador - a dor - a dor
Sei que existiu a dor
Mesmo em tempos de estio
Sei que o céu nublou
E coração vingou
Uma morada de fastio
Ei Pescador, eu sei
Que se ilhou na solidão de estadia
Mas que um dia pescou da vida
A lição de só serenar
Sal e água, sonhos
Pesca serena sem ancorar
Vento, horizonte
Hei da cantiga sem malícia
Só a brisa de um som soprar
De pensamento nem tem notícia
Só há preguiça de aproveitar
Ei Pescador - a dor - a dor
Sei que existiu a dor
Mesmo em tempos de estio
Sei que o céu nublou
E coração vingou
Uma morada de fastio
Ei Pescador, eu sei
Que se ilhou na solidão de estadia
Mas que um dia pescou da vida
A lição de só serenar
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Um Brado
Eu... eu... eu..
Eu canto alegre
Nas barricadas que um dia o meu próprio tempo cravou
Não há mais nada neste compasso de melancolia soada com ardor
E há mais tudo, e está lá fora,basta esporear esse céu enevoado
E nessa feira tão colhida
Vou te olhar, te abordar... E ao errar
Quero extrair de ti uma lição feminina
Para consistir este tal brado de vida
É saber como seguir sem saber onde seguir
Eu canto alegre
Nas barricadas que um dia o meu próprio tempo cravou
Não há mais nada neste compasso de melancolia soada com ardor
E há mais tudo, e está lá fora,basta esporear esse céu enevoado
E nessa feira tão colhida
Vou te olhar, te abordar... E ao errar
Quero extrair de ti uma lição feminina
Para consistir este tal brado de vida
É saber como seguir sem saber onde seguir
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Retrato Imaginário
Diário de aceitação
Das tardes tão contidas e defasadas
Serena a palavra se acha
Ao corpo nuançado da paisagem
Teu semblante desfaz tal imagem
E abre passagem ao seu íntimo alarde,
Que de tantas virtudes, ainda me invade
Da prosa momentânea à nostalgia
Pequena a palavra se acha
Guiada por um termo contingente
Despojado de uma era evidente
Não mais enciumado por tua bela liberdade
Não mais me privo -, o tempo a rumará em eternidade
terça-feira, 11 de março de 2008
Sonhos dos Princípios Exasperados
*Obs; Este texto também pode ser encontrado em meu antigo blog - www.danielavelar.blogspot.com
Fez sonhar
Com um céu de estrelas
Tantas a apontar... São tantas coisas
Cartas com sabor, Núvem a contar
Vida de uma lua sem memória
Ao brandir
Um pensamento verdadeiro... Mantém o sonho
Folha de Papel, Música Solar
Traga-nos de volta a nova história
Sonhos
Marcharam prontos para voar
Cantos
Revelam a história solar
Um louco lugar, princípios a exasperar
Tua visão faz a lua brilhar
A canção
Vitória pronta de aceitação... Fez-se memória
Verte teu jardim com o azul estelar
Torna tão real essa constelação
Fez sonhar
Com um céu de estrelas
Tantas a apontar... São tantas coisas
Cartas com sabor, Núvem a contar
Vida de uma lua sem memória
Ao brandir
Um pensamento verdadeiro... Mantém o sonho
Folha de Papel, Música Solar
Traga-nos de volta a nova história
Sonhos
Marcharam prontos para voar
Cantos
Revelam a história solar
Um louco lugar, princípios a exasperar
Tua visão faz a lua brilhar
A canção
Vitória pronta de aceitação... Fez-se memória
Verte teu jardim com o azul estelar
Torna tão real essa constelação
segunda-feira, 10 de março de 2008
Mais um dia
O desenho das formas foi atualizado
A nuvem, sentinela de seus próprios orgulhos,
Entregou-se à gotas
Lutou contra um mar industrial
Aceitou o seu silêncio
Admirou sua diferença
Riu da indiferença
Refez o seu tempo
Dispersou no piso
Enamorou o vento
Pactuou ao céu colossal
E se foi, sumiu...
Novamente, à aceitar o seu silêncio
A nuvem, sentinela de seus próprios orgulhos,
Entregou-se à gotas
Lutou contra um mar industrial
Aceitou o seu silêncio
Admirou sua diferença
Riu da indiferença
Refez o seu tempo
Dispersou no piso
Enamorou o vento
Pactuou ao céu colossal
E se foi, sumiu...
Novamente, à aceitar o seu silêncio
Breves testemunhos abstratos
O Bêbado
Tal promessa que o juiz lhe destes
Afirma a “liberdade focada em suas preces”
- Faz-me rir santo abatido
Ao que ser livre não se aparta, não suplica
E sim, naturalmente o mundo, lúbrico, lhe aplica
O mundo condenado por tua prática doutrina
Daquela que só condenada, desanima
Omite virtudes do paraíso lúdico
- Pois bem, minha sina de esmolas palpita por outra dose
Tal promessa que o juiz lhe destes
Afirma a “liberdade focada em suas preces”
- Faz-me rir santo abatido
Ao que ser livre não se aparta, não suplica
E sim, naturalmente o mundo, lúbrico, lhe aplica
O mundo condenado por tua prática doutrina
Daquela que só condenada, desanima
Omite virtudes do paraíso lúdico
- Pois bem, minha sina de esmolas palpita por outra dose
A Malícia da Lua
Das canções em saudações
Que logrou velho luar
Tampou estrelas
Das canções de corações
Tão próximos de cantar
Varou certezas
De moções de corações
Moções, meu sol departou
Alanceou minha verdade
Mas em uma fuga qualquer de valores
Em uma fuga de corações talhados
Fez-se clarão em seu traço espontâneo
Ah! A malícia da lua conjugal
Imprevisível, óbvio mistério
Na claridade da minha proposta
Eu fiz de tu meu tudo – meu tudo bem
Que logrou velho luar
Tampou estrelas
Das canções de corações
Tão próximos de cantar
Varou certezas
De moções de corações
Moções, meu sol departou
Alanceou minha verdade
Mas em uma fuga qualquer de valores
Em uma fuga de corações talhados
Fez-se clarão em seu traço espontâneo
Ah! A malícia da lua conjugal
Imprevisível, óbvio mistério
Na claridade da minha proposta
Eu fiz de tu meu tudo – meu tudo bem
Canção da Vaidade
Ela
Transborda em meus sonhos
Sem eu cansar de pensar –
Ah, se fosse luz – Apagava o sol
Te entrevia suprema
É jus
Por ela
Eu declarava ambíguas canções de sabor -
Pra depois sumir – Vê-la decifrar o nada
Conjugada ao fim
...É jus
Ela
Foi-se embora por tempos e voltou só pra clamar -
Agora és tão mortal, não é mais plano plural
... É jus?
Ah! Ela...
Ela! Ela molesta, ela cura, me joga ao furacão –
Ela é tola paixão – Já nem sei se foi eu ou se fui ela
... É...
Transborda em meus sonhos
Sem eu cansar de pensar –
Ah, se fosse luz – Apagava o sol
Te entrevia suprema
É jus
Por ela
Eu declarava ambíguas canções de sabor -
Pra depois sumir – Vê-la decifrar o nada
Conjugada ao fim
...É jus
Ela
Foi-se embora por tempos e voltou só pra clamar -
Agora és tão mortal, não é mais plano plural
... É jus?
Ah! Ela...
Ela! Ela molesta, ela cura, me joga ao furacão –
Ela é tola paixão – Já nem sei se foi eu ou se fui ela
... É...
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