quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um Brado

Eu... eu... eu..
Eu canto alegre
Nas barricadas que um dia o meu próprio tempo cravou
Não há mais nada neste compasso de melancolia soada com ardor
E há mais tudo, e está lá fora,basta esporear esse céu enevoado

E nessa feira tão colhida
Vou te olhar, te abordar... E ao errar
Quero extrair de ti uma lição feminina
Para consistir este tal brado de vida

É saber como seguir sem saber onde seguir

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Retrato Imaginário



Diário de aceitação


Das tardes tão contidas e defasadas

Serena a palavra se acha
Ao corpo nuançado da paisagem
Teu semblante desfaz tal imagem
E abre passagem ao seu íntimo alarde,
Que de tantas virtudes, ainda me invade

Da prosa momentânea à nostalgia
Pequena a palavra se acha
Guiada por um termo contingente
Despojado de uma era evidente

Não mais enciumado por tua bela liberdade
Não mais me privo -, o tempo a rumará em eternidade