sábado, 19 de julho de 2008

Marginal

(Daniel Avelar)

Tenaz menino de ordem marginal
Atuando aos seus desígnios de cargo irreal
De ali a cá em sua sentença de rebelde a rei
Em sã surpresa desnudada da cidade

Se o rumo consentir ao que o tempo descascou
Toda a tinta variada em tenra idade
Guerreiro que relegou a espada a qual o sustentou
Aventureiro que falhou e pôs-se a mendigar
O pitoresco menestrel subitamente se calou
Frente à imagem da amada
Mas em um ato repentino homem-menino se recuperou
Como se fosse sempre assim, criar para não retardar

Artista-menino-bandido-gigante-pequeno

3 comentários:

The March Of The Black Queen disse...

Se você postasse espelhos nesse blog, não seriam capazes de refletir o bastante quem é você.

The March Of The Black Queen disse...

(se, comparados às letras)

Unknown disse...

Lindo, belo como você! Ó sensibilidade, ó destreza, o beleza contida nos sonhos meus.(Mãe)